terça-feira, 30 de abril de 2013
Prova cientifica da existencia da deidade
Se a causa fosse material seria detectada e o Big Bang nao seria o começo do tempo
Como Big Bang é o começo absoluto então nada havia
o que causou não é material
Alem disso um infinito real material demoraria uma eternidade e não se realizaria ou seja validada a
impossibilidade Kalam
A Mecanica quantica comprova que os eventos se comunicam acima do tempo e do espaço
acima da velocidade da luz
via campo universal inteligente consciencia universal
EPR ao medir um foto o outro assume posição simetria inversa em
Andromeda
Ver Capra Goswami Chopra
Energia nao existe infinitamente
porque essa energia do Big Bang nao se exapndiu antes
porque havia calor sem movimnto
como se expandiu sem energia extra
Uma singularidade é um desvio no continuo espaço tempo no interior do qual vigora um possivel universo em gestação
um campo primordial
mas esse campo e essa energia, teriam se originado de onde
a teoria M não possui nenhuma
comprovação e foi abalada prelo LHC
O que teria causado o colapso anterior que
gerou a singularidade e o que seria e como teria surgido.
Tudo que existe no universo tem causa, o universo no seu conjunto nao pode surgir como evento sem ter causa, mas se a causa for material, ela seria observada e o Big Bang nao seria o começo do tempo
A doutrina filosofica da Igreja é o tomismo baseado em Aristoteles
Kant criticou o argumento ontologico de Santo Anselmo
como um salto arbitrario do plano das ideias para o plano empirico
W Craig argumnta que com o Big Bang temos um conhecimnto da origem absoluta
do espaço e do tempo
Espaço e tempo condição de possibilidade da matematica e da fisica
estruturação dos fenomenos
sábado, 23 de março de 2013
A Voyager sai da heliosfera
sai do sistema solar
Humanidade inicia sua saga pelo universo
Não existe mais a comunicação entre a Terra e a Pioneer 11, o último foi em 1995.
A experiencia com as sondas pioneer serviou para orientar as pesquisas e garantir o sucesso da Voyager
Em 2009, a pioneer 10 atingiu 15 bilhões de km de distância do Sol, a segunda maior distancia de um objeto produzido pela humanidade, perdendo apenas para a Voyager 1
Marte, Jupiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão foram objeto de investigação pela Voyager
A sonda coletou e enviou informações dos planetas e das regiões por onde passou e foi enviada como uma espécie de garrafa de naufrago ou capsula do tempo para caso alguma civilização queira tomar conhecimento ou tenha condições tecnologicas possa saber algo da humanidade
Muitas funções foram desativadas por
causa da perda de energia mas alguns sistemas basicos da sonda ainda
funcionam e podem enviar sinais até o ano 2020
Ele vai continuar emitindo sinais e informações até sua bateria nao ter mais energia para
emitir sinais fortes e
então esses
sinais poderão ser
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
A unica possibilidade viável para um universo como o nosso ter surgido é que exista um universo infinitamente maior do qual o nosso seja apenas um dentre muitos que podem emergir segundo o principio antropico
Leonardo Boff
Uma nova aliança entre ciência e religião?
Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza
Jornal do Brasil
Leonardo Boff*
Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza. Ora enfatiza seu caráter imponderável e por isso mágico, ora capta sua profunda simetria, e daí a natureza como cosmos, outras vezes ainda seu aspecto criativo, irredutível à lógica linear. Segundo Alexandre Koyré e Ilya Prigogine, é o diálogo experimental que constitui a prática específica da ciência moderna. Hoje, para além dela, parece ser a prática holística aquela que caracteriza a abordagem contemporânea da natureza. Todas as pronúncias do mundo são complementares e ajudam na decifração daquilo que é mais do que o enigma da natureza, vale dizer, o seu verdadeiro mistério.
Para a visão contemporânea, o universo constitui mais e mais uma realidade incognoscível. Essa visão é continuamente desafiada a penetrar num processo que não tem fim. Por esta razão é importante tomar a sério as várias janelas que os distintos saberes abrem para a compreensão da natureza. Daí surge seu caráter holístico (totalizante e sintético).
De todas as formas, a leitura do mundo pertence ao complexo cultural do tempo e se inscreve no concerto das demais práticas. Da dialogação do ser humano com a natureza surgem as várias cosmologias. Cada cosmologia se orienta por uma imagem do mundo resultante dos mais distintos saberes. Curiosamente, cada comologia suscita a questão de Deus. E com razão, pois como dizia o grande físico David Bohm (Prêmio Nobel): "As pessoas intuem uma forma de inteligência que organizou, no passado, o universo e a personalizaram chamando-a 'Deus'".
A cosmologia antiga via o mundo na metáfora da pirâmide. Deus se encaixava aí perfeitamente, como o cume de todos os seres. Na cosmologia moderna de A. Newton e de G. Galilei, o mundo era visto como uma máquina que funciona com suas leis determinísticas. Deus entra como o arquiteto do universo, que no início colocou a máquina em funcionamento. E não precisa mais acompanhá-la. A cosmologia contemporânea considera o mundo como um jogo, ou uma dança, ou uma teia, ou uma rede. Já há décadas, se reconhece que o universo constitui um imenso jogo de forças em interação, uma dança cósmica de partículas sempre interdependentes, formando campos de matéria e de energia cada vez mais ordenados, até que nos seres vivos ganha autorregulação, que escapa à segunda lei da termodinâmica: a entropia. A seta do tempo, ao invés de nos conduzir para a desordem máxima e a morte térmica, nos introduz em patamares sempre mais altos de sentido e de criatividade. É a visão de Ilya Prigogine (Prêmio Nobel) com suas estruturas dissipativas.
O que mais fascina os cientistas é a constatação da harmonia e da beleza do universo. Tudo parece ter sido montado para que, da profundidade abissal de um oceano de energia primodial (o vácuo quântico), devessem surgir o campo de Higgs, os bósons, as partículas elementares, depois a matéria ordenada, em seguida a matéria complexa que é a vida e, por fim, a matéria em sintonia completa de vibrações, formando uma suprema unidade holística: a consciência (condensado Bose-Einstein de tipo Fröhlich/Prigogine).
Como dizem os formuladores do princípio andrópico (forte e fraco, Brandon Carter, Hubert Reeves e outros): se as coisas não tivessem ocorrido como ocorreram, não estaríamos aqui para falar delas. Quer dizer, para que pudéssemos estar aqui, foi necessário que todos os fatores cósmicos, em todos os 13,7 bilhões de anos, tivessem se articulado e convergido de tal forma que fosse possível (mas não necessário) a complexidade, a vida e a consciência. Caso contrário, nada existiria daquilo que hoje existe.
Há uma minuciosa calibragem de medidas sem as quais as estrelas jamais teriam surgido ou eclodido a vida no universo. Por exemplo, caso a interação nuclear forte (aquela que mantém a coesão dos núcleos atômicos) tivesse sido 1% mais forte, jamais se formaria o hidrogênio que, combinado com o oxigênio, nos daria a água, imprescindível aos seres vivos.
Em cada coisa encontramos o todo, o caos sendo criativo, as forças interagindo, as partículas se articulando, a estabilização da matéria acontecendo, a abertura para novas relações se dando e a vida criando ordens cada vez mais sofisticadas e autoconscientes.
A verificação desta ordem do universo faz surgir nos cientistas, como em Einstein, Heisenberg, Bohm, Prigogine, Swimme e outros, o sentimento de assombro e de veneração. Ela nos abre para os espaços infinitos da indagação humana: o que existia antes da existência temporal do universo? por que existe o ser e não o nada? que é Aquela realidade que se apresenta como o ordenador e o sustentador de todos os fenômenos?
Ela tem um nome, da nossa reverência e de nossa unção. Um filósofo como J. Guitton podia dizer: "Não ouso nomeá-la, pois qualquer nome é imperfeito para designar o Ser sem semelhança". Um teólogo ousa mais: chama-o de Deus — a Energia de todas as energias.
* Leonardo Boff e Mark Hathaway escreveram 'O tao da libertação (diálogo entre ciência moderna e teologia)' (Vozes, 2012).
Leonardo Boff
Uma nova aliança entre ciência e religião?
Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza
Jornal do Brasil
Leonardo Boff*
Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza. Ora enfatiza seu caráter imponderável e por isso mágico, ora capta sua profunda simetria, e daí a natureza como cosmos, outras vezes ainda seu aspecto criativo, irredutível à lógica linear. Segundo Alexandre Koyré e Ilya Prigogine, é o diálogo experimental que constitui a prática específica da ciência moderna. Hoje, para além dela, parece ser a prática holística aquela que caracteriza a abordagem contemporânea da natureza. Todas as pronúncias do mundo são complementares e ajudam na decifração daquilo que é mais do que o enigma da natureza, vale dizer, o seu verdadeiro mistério.
Para a visão contemporânea, o universo constitui mais e mais uma realidade incognoscível. Essa visão é continuamente desafiada a penetrar num processo que não tem fim. Por esta razão é importante tomar a sério as várias janelas que os distintos saberes abrem para a compreensão da natureza. Daí surge seu caráter holístico (totalizante e sintético).
De todas as formas, a leitura do mundo pertence ao complexo cultural do tempo e se inscreve no concerto das demais práticas. Da dialogação do ser humano com a natureza surgem as várias cosmologias. Cada cosmologia se orienta por uma imagem do mundo resultante dos mais distintos saberes. Curiosamente, cada comologia suscita a questão de Deus. E com razão, pois como dizia o grande físico David Bohm (Prêmio Nobel): "As pessoas intuem uma forma de inteligência que organizou, no passado, o universo e a personalizaram chamando-a 'Deus'".
A cosmologia antiga via o mundo na metáfora da pirâmide. Deus se encaixava aí perfeitamente, como o cume de todos os seres. Na cosmologia moderna de A. Newton e de G. Galilei, o mundo era visto como uma máquina que funciona com suas leis determinísticas. Deus entra como o arquiteto do universo, que no início colocou a máquina em funcionamento. E não precisa mais acompanhá-la. A cosmologia contemporânea considera o mundo como um jogo, ou uma dança, ou uma teia, ou uma rede. Já há décadas, se reconhece que o universo constitui um imenso jogo de forças em interação, uma dança cósmica de partículas sempre interdependentes, formando campos de matéria e de energia cada vez mais ordenados, até que nos seres vivos ganha autorregulação, que escapa à segunda lei da termodinâmica: a entropia. A seta do tempo, ao invés de nos conduzir para a desordem máxima e a morte térmica, nos introduz em patamares sempre mais altos de sentido e de criatividade. É a visão de Ilya Prigogine (Prêmio Nobel) com suas estruturas dissipativas.
O que mais fascina os cientistas é a constatação da harmonia e da beleza do universo. Tudo parece ter sido montado para que, da profundidade abissal de um oceano de energia primodial (o vácuo quântico), devessem surgir o campo de Higgs, os bósons, as partículas elementares, depois a matéria ordenada, em seguida a matéria complexa que é a vida e, por fim, a matéria em sintonia completa de vibrações, formando uma suprema unidade holística: a consciência (condensado Bose-Einstein de tipo Fröhlich/Prigogine).
Como dizem os formuladores do princípio andrópico (forte e fraco, Brandon Carter, Hubert Reeves e outros): se as coisas não tivessem ocorrido como ocorreram, não estaríamos aqui para falar delas. Quer dizer, para que pudéssemos estar aqui, foi necessário que todos os fatores cósmicos, em todos os 13,7 bilhões de anos, tivessem se articulado e convergido de tal forma que fosse possível (mas não necessário) a complexidade, a vida e a consciência. Caso contrário, nada existiria daquilo que hoje existe.
Há uma minuciosa calibragem de medidas sem as quais as estrelas jamais teriam surgido ou eclodido a vida no universo. Por exemplo, caso a interação nuclear forte (aquela que mantém a coesão dos núcleos atômicos) tivesse sido 1% mais forte, jamais se formaria o hidrogênio que, combinado com o oxigênio, nos daria a água, imprescindível aos seres vivos.
Em cada coisa encontramos o todo, o caos sendo criativo, as forças interagindo, as partículas se articulando, a estabilização da matéria acontecendo, a abertura para novas relações se dando e a vida criando ordens cada vez mais sofisticadas e autoconscientes.
A verificação desta ordem do universo faz surgir nos cientistas, como em Einstein, Heisenberg, Bohm, Prigogine, Swimme e outros, o sentimento de assombro e de veneração. Ela nos abre para os espaços infinitos da indagação humana: o que existia antes da existência temporal do universo? por que existe o ser e não o nada? que é Aquela realidade que se apresenta como o ordenador e o sustentador de todos os fenômenos?
Ela tem um nome, da nossa reverência e de nossa unção. Um filósofo como J. Guitton podia dizer: "Não ouso nomeá-la, pois qualquer nome é imperfeito para designar o Ser sem semelhança". Um teólogo ousa mais: chama-o de Deus — a Energia de todas as energias.
* Leonardo Boff e Mark Hathaway escreveram 'O tao da libertação (diálogo entre ciência moderna e teologia)' (Vozes, 2012).
Leonardo Boff
17/02 às 06h00
Uma nova aliança entre ciência e religião?
Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza
Jornal do Brasil
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Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza. Ora enfatiza seu caráter imponderável e por isso mágico, ora capta sua profunda simetria, e daí a natureza como cosmos, outras vezes ainda seu aspecto criativo, irredutível à lógica linear. Segundo Alexandre Koyré e Ilya Prigogine, é o diálogo experimental que constitui a prática específica da ciência moderna. Hoje, para além dela, parece ser a prática holística aquela que caracteriza a abordagem contemporânea da natureza. Todas as pronúncias do mundo são complementares e ajudam na decifração daquilo que é mais do que o enigma da natureza, vale dizer, o seu verdadeiro mistério.
Para a visão contemporânea, o universo constitui mais e mais uma realidade incognoscível. Essa visão é continuamente desafiada a penetrar num processo que não tem fim. Por esta razão é importante tomar a sério as várias janelas que os distintos saberes abrem para a compreensão da natureza. Daí surge seu caráter holístico (totalizante e sintético).
De todas as formas, a leitura do mundo pertence ao complexo cultural do tempo e se inscreve no concerto das demais práticas. Da dialogação do ser humano com a natureza surgem as várias cosmologias. Cada cosmologia se orienta por uma imagem do mundo resultante dos mais distintos saberes. Curiosamente, cada comologia suscita a questão de Deus. E com razão, pois como dizia o grande físico David Bohm (Prêmio Nobel): "As pessoas intuem uma forma de inteligência que organizou, no passado, o universo e a personalizaram chamando-a 'Deus'".
A cosmologia antiga via o mundo na metáfora da pirâmide. Deus se encaixava aí perfeitamente, como o cume de todos os seres. Na cosmologia moderna de A. Newton e de G. Galilei, o mundo era visto como uma máquina que funciona com suas leis determinísticas. Deus entra como o arquiteto do universo, que no início colocou a máquina em funcionamento. E não precisa mais acompanhá-la. A cosmologia contemporânea considera o mundo como um jogo, ou uma dança, ou uma teia, ou uma rede. Já há décadas, se reconhece que o universo constitui um imenso jogo de forças em interação, uma dança cósmica de partículas sempre interdependentes, formando campos de matéria e de energia cada vez mais ordenados, até que nos seres vivos ganha autorregulação, que escapa à segunda lei da termodinâmica: a entropia. A seta do tempo, ao invés de nos conduzir para a desordem máxima e a morte térmica, nos introduz em patamares sempre mais altos de sentido e de criatividade. É a visão de Ilya Prigogine (Prêmio Nobel) com suas estruturas dissipativas.
O que mais fascina os cientistas é a constatação da harmonia e da beleza do universo. Tudo parece ter sido montado para que, da profundidade abissal de um oceano de energia primodial (o vácuo quântico), devessem surgir o campo de Higgs, os bósons, as partículas elementares, depois a matéria ordenada, em seguida a matéria complexa que é a vida e, por fim, a matéria em sintonia completa de vibrações, formando uma suprema unidade holística: a consciência (condensado Bose-Einstein de tipo Fröhlich/Prigogine).
Como dizem os formuladores do princípio andrópico (forte e fraco, Brandon Carter, Hubert Reeves e outros): se as coisas não tivessem ocorrido como ocorreram, não estaríamos aqui para falar delas. Quer dizer, para que pudéssemos estar aqui, foi necessário que todos os fatores cósmicos, em todos os 13,7 bilhões de anos, tivessem se articulado e convergido de tal forma que fosse possível (mas não necessário) a complexidade, a vida e a consciência. Caso contrário, nada existiria daquilo que hoje existe.
Há uma minuciosa calibragem de medidas sem as quais as estrelas jamais teriam surgido ou eclodido a vida no universo. Por exemplo, caso a interação nuclear forte (aquela que mantém a coesão dos núcleos atômicos) tivesse sido 1% mais forte, jamais se formaria o hidrogênio que, combinado com o oxigênio, nos daria a água, imprescindível aos seres vivos.
Em cada coisa encontramos o todo, o caos sendo criativo, as forças interagindo, as partículas se articulando, a estabilização da matéria acontecendo, a abertura para novas relações se dando e a vida criando ordens cada vez mais sofisticadas e autoconscientes.
A verificação desta ordem do universo faz surgir nos cientistas, como em Einstein, Heisenberg, Bohm, Prigogine, Swimme e outros, o sentimento de assombro e de veneração. Ela nos abre para os espaços infinitos da indagação humana: o que existia antes da existência temporal do universo? por que existe o ser e não o nada? que é Aquela realidade que se apresenta como o ordenador e o sustentador de todos os fenômenos?
Ela tem um nome, da nossa reverência e de nossa unção. Um filósofo como J. Guitton podia dizer: "Não ouso nomeá-la, pois qualquer nome é imperfeito para designar o Ser sem semelhança". Um teólogo ousa mais: chama-o de Deus — a Energia de todas as energias.
* Leonardo Boff e Mark Hathaway escreveram 'O tao da libertação (diálogo entre ciência moderna e teologia)' (Vozes, 2012).
17/02 às 06h00
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Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza
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Para a visão contemporânea, o universo constitui mais e mais uma realidade incognoscível. Essa visão é continuamente desafiada a penetrar num processo que não tem fim. Por esta razão é importante tomar a sério as várias janelas que os distintos saberes abrem para a compreensão da natureza. Daí surge seu caráter holístico (totalizante e sintético).
De todas as formas, a leitura do mundo pertence ao complexo cultural do tempo e se inscreve no concerto das demais práticas. Da dialogação do ser humano com a natureza surgem as várias cosmologias. Cada cosmologia se orienta por uma imagem do mundo resultante dos mais distintos saberes. Curiosamente, cada comologia suscita a questão de Deus. E com razão, pois como dizia o grande físico David Bohm (Prêmio Nobel): "As pessoas intuem uma forma de inteligência que organizou, no passado, o universo e a personalizaram chamando-a 'Deus'".
A cosmologia antiga via o mundo na metáfora da pirâmide. Deus se encaixava aí perfeitamente, como o cume de todos os seres. Na cosmologia moderna de A. Newton e de G. Galilei, o mundo era visto como uma máquina que funciona com suas leis determinísticas. Deus entra como o arquiteto do universo, que no início colocou a máquina em funcionamento. E não precisa mais acompanhá-la. A cosmologia contemporânea considera o mundo como um jogo, ou uma dança, ou uma teia, ou uma rede. Já há décadas, se reconhece que o universo constitui um imenso jogo de forças em interação, uma dança cósmica de partículas sempre interdependentes, formando campos de matéria e de energia cada vez mais ordenados, até que nos seres vivos ganha autorregulação, que escapa à segunda lei da termodinâmica: a entropia. A seta do tempo, ao invés de nos conduzir para a desordem máxima e a morte térmica, nos introduz em patamares sempre mais altos de sentido e de criatividade. É a visão de Ilya Prigogine (Prêmio Nobel) com suas estruturas dissipativas.
O que mais fascina os cientistas é a constatação da harmonia e da beleza do universo. Tudo parece ter sido montado para que, da profundidade abissal de um oceano de energia primodial (o vácuo quântico), devessem surgir o campo de Higgs, os bósons, as partículas elementares, depois a matéria ordenada, em seguida a matéria complexa que é a vida e, por fim, a matéria em sintonia completa de vibrações, formando uma suprema unidade holística: a consciência (condensado Bose-Einstein de tipo Fröhlich/Prigogine).
Como dizem os formuladores do princípio andrópico (forte e fraco, Brandon Carter, Hubert Reeves e outros): se as coisas não tivessem ocorrido como ocorreram, não estaríamos aqui para falar delas. Quer dizer, para que pudéssemos estar aqui, foi necessário que todos os fatores cósmicos, em todos os 13,7 bilhões de anos, tivessem se articulado e convergido de tal forma que fosse possível (mas não necessário) a complexidade, a vida e a consciência. Caso contrário, nada existiria daquilo que hoje existe.
Há uma minuciosa calibragem de medidas sem as quais as estrelas jamais teriam surgido ou eclodido a vida no universo. Por exemplo, caso a interação nuclear forte (aquela que mantém a coesão dos núcleos atômicos) tivesse sido 1% mais forte, jamais se formaria o hidrogênio que, combinado com o oxigênio, nos daria a água, imprescindível aos seres vivos.
Em cada coisa encontramos o todo, o caos sendo criativo, as forças interagindo, as partículas se articulando, a estabilização da matéria acontecendo, a abertura para novas relações se dando e a vida criando ordens cada vez mais sofisticadas e autoconscientes.
A verificação desta ordem do universo faz surgir nos cientistas, como em Einstein, Heisenberg, Bohm, Prigogine, Swimme e outros, o sentimento de assombro e de veneração. Ela nos abre para os espaços infinitos da indagação humana: o que existia antes da existência temporal do universo? por que existe o ser e não o nada? que é Aquela realidade que se apresenta como o ordenador e o sustentador de todos os fenômenos?
Ela tem um nome, da nossa reverência e de nossa unção. Um filósofo como J. Guitton podia dizer: "Não ouso nomeá-la, pois qualquer nome é imperfeito para designar o Ser sem semelhança". Um teólogo ousa mais: chama-o de Deus — a Energia de todas as energias.
* Leonardo Boff e Mark Hathaway escreveram 'O tao da libertação (diálogo entre ciência moderna e teologia)' (Vozes, 2012).
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Uma nova aliança entre ciência e religião?
Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza
Leonardo Boff*
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Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza. Ora enfatiza seu caráter imponderável e por isso mágico, ora capta sua profunda simetria, e daí a natureza como cosmos, outras vezes ainda seu aspecto criativo, irredutível à lógica linear. Segundo Alexandre Koyré e Ilya Prigogine, é o diálogo experimental que constitui a prática específica da ciência moderna. Hoje, para além dela, parece ser a prática holística aquela que caracteriza a abordagem contemporânea da natureza. Todas as pronúncias do mundo são complementares e ajudam na decifração daquilo que é mais do que o enigma da natureza, vale dizer, o seu verdadeiro mistério.
Para a visão contemporânea, o universo constitui mais e mais uma realidade incognoscível. Essa visão é continuamente desafiada a penetrar num processo que não tem fim. Por esta razão é importante tomar a sério as várias janelas que os distintos saberes abrem para a compreensão da natureza. Daí surge seu caráter holístico (totalizante e sintético).
De todas as formas, a leitura do mundo pertence ao complexo cultural do tempo e se inscreve no concerto das demais práticas. Da dialogação do ser humano com a natureza surgem as várias cosmologias. Cada cosmologia se orienta por uma imagem do mundo resultante dos mais distintos saberes. Curiosamente, cada comologia suscita a questão de Deus. E com razão, pois como dizia o grande físico David Bohm (Prêmio Nobel): "As pessoas intuem uma forma de inteligência que organizou, no passado, o universo e a personalizaram chamando-a 'Deus'".
A cosmologia antiga via o mundo na metáfora da pirâmide. Deus se encaixava aí perfeitamente, como o cume de todos os seres. Na cosmologia moderna de A. Newton e de G. Galilei, o mundo era visto como uma máquina que funciona com suas leis determinísticas. Deus entra como o arquiteto do universo, que no início colocou a máquina em funcionamento. E não precisa mais acompanhá-la. A cosmologia contemporânea considera o mundo como um jogo, ou uma dança, ou uma teia, ou uma rede. Já há décadas, se reconhece que o universo constitui um imenso jogo de forças em interação, uma dança cósmica de partículas sempre interdependentes, formando campos de matéria e de energia cada vez mais ordenados, até que nos seres vivos ganha autorregulação, que escapa à segunda lei da termodinâmica: a entropia. A seta do tempo, ao invés de nos conduzir para a desordem máxima e a morte térmica, nos introduz em patamares sempre mais altos de sentido e de criatividade. É a visão de Ilya Prigogine (Prêmio Nobel) com suas estruturas dissipativas.
O que mais fascina os cientistas é a constatação da harmonia e da beleza do universo. Tudo parece ter sido montado para que, da profundidade abissal de um oceano de energia primodial (o vácuo quântico), devessem surgir o campo de Higgs, os bósons, as partículas elementares, depois a matéria ordenada, em seguida a matéria complexa que é a vida e, por fim, a matéria em sintonia completa de vibrações, formando uma suprema unidade holística: a consciência (condensado Bose-Einstein de tipo Fröhlich/Prigogine).
Como dizem os formuladores do princípio andrópico (forte e fraco, Brandon Carter, Hubert Reeves e outros): se as coisas não tivessem ocorrido como ocorreram, não estaríamos aqui para falar delas. Quer dizer, para que pudéssemos estar aqui, foi necessário que todos os fatores cósmicos, em todos os 13,7 bilhões de anos, tivessem se articulado e convergido de tal forma que fosse possível (mas não necessário) a complexidade, a vida e a consciência. Caso contrário, nada existiria daquilo que hoje existe.
Há uma minuciosa calibragem de medidas sem as quais as estrelas jamais teriam surgido ou eclodido a vida no universo. Por exemplo, caso a interação nuclear forte (aquela que mantém a coesão dos núcleos atômicos) tivesse sido 1% mais forte, jamais se formaria o hidrogênio que, combinado com o oxigênio, nos daria a água, imprescindível aos seres vivos.
Em cada coisa encontramos o todo, o caos sendo criativo, as forças interagindo, as partículas se articulando, a estabilização da matéria acontecendo, a abertura para novas relações se dando e a vida criando ordens cada vez mais sofisticadas e autoconscientes.
A verificação desta ordem do universo faz surgir nos cientistas, como em Einstein, Heisenberg, Bohm, Prigogine, Swimme e outros, o sentimento de assombro e de veneração. Ela nos abre para os espaços infinitos da indagação humana: o que existia antes da existência temporal do universo? por que existe o ser e não o nada? que é Aquela realidade que se apresenta como o ordenador e o sustentador de todos os fenômenos?
Ela tem um nome, da nossa reverência e de nossa unção. Um filósofo como J. Guitton podia dizer: "Não ouso nomeá-la, pois qualquer nome é imperfeito para designar o Ser sem semelhança". Um teólogo ousa mais: chama-o de Deus — a Energia de todas as energias.
* Leonardo Boff e Mark Hathaway escreveram 'O tao da libertação (diálogo entre ciência moderna e teologia)' (Vozes, 2012).
Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza
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Cada época cultural estabelece seu diálogo com a natureza. Ora enfatiza seu caráter imponderável e por isso mágico, ora capta sua profunda simetria, e daí a natureza como cosmos, outras vezes ainda seu aspecto criativo, irredutível à lógica linear. Segundo Alexandre Koyré e Ilya Prigogine, é o diálogo experimental que constitui a prática específica da ciência moderna. Hoje, para além dela, parece ser a prática holística aquela que caracteriza a abordagem contemporânea da natureza. Todas as pronúncias do mundo são complementares e ajudam na decifração daquilo que é mais do que o enigma da natureza, vale dizer, o seu verdadeiro mistério.
Para a visão contemporânea, o universo constitui mais e mais uma realidade incognoscível. Essa visão é continuamente desafiada a penetrar num processo que não tem fim. Por esta razão é importante tomar a sério as várias janelas que os distintos saberes abrem para a compreensão da natureza. Daí surge seu caráter holístico (totalizante e sintético).
De todas as formas, a leitura do mundo pertence ao complexo cultural do tempo e se inscreve no concerto das demais práticas. Da dialogação do ser humano com a natureza surgem as várias cosmologias. Cada cosmologia se orienta por uma imagem do mundo resultante dos mais distintos saberes. Curiosamente, cada comologia suscita a questão de Deus. E com razão, pois como dizia o grande físico David Bohm (Prêmio Nobel): "As pessoas intuem uma forma de inteligência que organizou, no passado, o universo e a personalizaram chamando-a 'Deus'".
A cosmologia antiga via o mundo na metáfora da pirâmide. Deus se encaixava aí perfeitamente, como o cume de todos os seres. Na cosmologia moderna de A. Newton e de G. Galilei, o mundo era visto como uma máquina que funciona com suas leis determinísticas. Deus entra como o arquiteto do universo, que no início colocou a máquina em funcionamento. E não precisa mais acompanhá-la. A cosmologia contemporânea considera o mundo como um jogo, ou uma dança, ou uma teia, ou uma rede. Já há décadas, se reconhece que o universo constitui um imenso jogo de forças em interação, uma dança cósmica de partículas sempre interdependentes, formando campos de matéria e de energia cada vez mais ordenados, até que nos seres vivos ganha autorregulação, que escapa à segunda lei da termodinâmica: a entropia. A seta do tempo, ao invés de nos conduzir para a desordem máxima e a morte térmica, nos introduz em patamares sempre mais altos de sentido e de criatividade. É a visão de Ilya Prigogine (Prêmio Nobel) com suas estruturas dissipativas.
O que mais fascina os cientistas é a constatação da harmonia e da beleza do universo. Tudo parece ter sido montado para que, da profundidade abissal de um oceano de energia primodial (o vácuo quântico), devessem surgir o campo de Higgs, os bósons, as partículas elementares, depois a matéria ordenada, em seguida a matéria complexa que é a vida e, por fim, a matéria em sintonia completa de vibrações, formando uma suprema unidade holística: a consciência (condensado Bose-Einstein de tipo Fröhlich/Prigogine).
Como dizem os formuladores do princípio andrópico (forte e fraco, Brandon Carter, Hubert Reeves e outros): se as coisas não tivessem ocorrido como ocorreram, não estaríamos aqui para falar delas. Quer dizer, para que pudéssemos estar aqui, foi necessário que todos os fatores cósmicos, em todos os 13,7 bilhões de anos, tivessem se articulado e convergido de tal forma que fosse possível (mas não necessário) a complexidade, a vida e a consciência. Caso contrário, nada existiria daquilo que hoje existe.
Há uma minuciosa calibragem de medidas sem as quais as estrelas jamais teriam surgido ou eclodido a vida no universo. Por exemplo, caso a interação nuclear forte (aquela que mantém a coesão dos núcleos atômicos) tivesse sido 1% mais forte, jamais se formaria o hidrogênio que, combinado com o oxigênio, nos daria a água, imprescindível aos seres vivos.
Em cada coisa encontramos o todo, o caos sendo criativo, as forças interagindo, as partículas se articulando, a estabilização da matéria acontecendo, a abertura para novas relações se dando e a vida criando ordens cada vez mais sofisticadas e autoconscientes.
A verificação desta ordem do universo faz surgir nos cientistas, como em Einstein, Heisenberg, Bohm, Prigogine, Swimme e outros, o sentimento de assombro e de veneração. Ela nos abre para os espaços infinitos da indagação humana: o que existia antes da existência temporal do universo? por que existe o ser e não o nada? que é Aquela realidade que se apresenta como o ordenador e o sustentador de todos os fenômenos?
Ela tem um nome, da nossa reverência e de nossa unção. Um filósofo como J. Guitton podia dizer: "Não ouso nomeá-la, pois qualquer nome é imperfeito para designar o Ser sem semelhança". Um teólogo ousa mais: chama-o de Deus — a Energia de todas as energias.
* Leonardo Boff e Mark Hathaway escreveram 'O tao da libertação (diálogo entre ciência moderna e teologia)' (Vozes, 2012).
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
UM CAMPO PRIMORDIAL SAIU DO EQUILIBRIO / FRIEMAN / INFLACIONARIO / GUTH
UMA FLUTUAÇÃO QUANTICA FOI PRODUZIDA
GEROU UMA SINGULARIDADE
QUE SE EXPANDIU
PODE SER CAUSADO POR UMA COLISAO DE BRANAS DE UM UNIVERSO ANTERIOR E MAIOR INCRIADO / TEORIA M
OU O NOSSO UNIVERSO PODE TER UM CICLO INFINITO DE EXPANSOES E CONTRAÇÕES
UMA FLUTUAÇÃO QUANTICA FOI PRODUZIDA
GEROU UMA SINGULARIDADE
QUE SE EXPANDIU
PODE SER CAUSADO POR UMA COLISAO DE BRANAS DE UM UNIVERSO ANTERIOR E MAIOR INCRIADO / TEORIA M
OU O NOSSO UNIVERSO PODE TER UM CICLO INFINITO DE EXPANSOES E CONTRAÇÕES
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